A História e Arte Dos Vitrais Italianos

Os primeiros vitrais medievais tem sua história no século 10 em catedrais francesas e alemãs. Conhecidos por serem coloridos e imensos, esses vitrais adornados eram verdadeiras bíblias reluzentes, que revelavam a história sagrada dos homens e as verdades por trás de toda a fé.

O desenvolvimento comercial aconteceu na Europa durante da Idade média, que abriu espaço para novas oportunidades estéticas. Na qualidade de representantes com o maior poder clerical, as igrejas medievais demonstraram todo o progresso técnico e também material naquela época, lançando a frente da construção de vitrais góticos.

Vitros e janelas de vidro

Construídos durante todo o século 10, os primeiros modelos eram considerados um tanto quanto rústicos: resumindo a alguns buracos feitos no muro e preenchidos com cristais coloridos. Porém, à medida que as técnicas de construção foram evoluindo, a parede foi sendo gradativamente substituídas por essas janelas grandes e coloridas de vidro.

Com toda sua beleza, imensas e adornadas com santos em passagens bíblicas, as imagens nos vitrais atraíram cada vez mais fiéis as catedrais.  Assumindo assim um papel importante dentro do universo religioso.

As qualidades luminosas dos vitrais corresponderam aos conceitos metafísicos de luz e também de toda a espiritualidade desenvolvida pelos teólogos e cristãos. Porém não existem menção antes do século 4, de qualquer fabricação de janelas com vidros coloridos. Menos ainda esse tipo de construção que foi desenvolvida apenas durante o renascimento, que preferiu vidro incolor.

Para a criação de um vitral, é preciso encontrar um vidraçaria especializada este trabalho, pode entrar uma em São Paulo e a outra é a vidraçaria em Porto Alegre rs, esta duas vidraçarias aqui no Brasil são bem conceituadas.

primeiramente o pintor fazia um esboço do desenho que seria aplicado em cima do vidro, enquanto isso diversas sessões de aquecimento preparavam o vidro para assumir as formas e colorações da arte.

Realizando toda a fundição e também a parte de modelagem dos perfis de chumbo, os vitralistas se encarregavam de aquecer as peças de vidro coloridas até atingirem o seu ponto de quebra.

Com a ajuda de um estilete com a ponta de diamante, o artesão era capaz de recortar o vidro e encaixar na armação, empregando uma massa que impedia qualquer passagem de água pelo mesmo.

Utilizando a fabricação de vidros até o século 13, o potássio foi substituído pela soda que inibia a formação de bolhas nos vidros, fazendo com que sua decomposição pela refração da luz fosse ainda mais favorecida.

O contraste era sempre criado a partir das formas destacadas sobre o fundo e reforçada ainda mais pelas barras de chumbo que eram sempre circundas aos contornos do desenho. Serviam para reunir solidamente todos os pedaços de vidro e também para realçar as formas com nitidez.

vitros obra de arte

Segundo uma pesquisa que foi recentemente divulgada pelo professor Zhu Huai Yong, muitos vitrais de igrejas pela Europa foram decorados com muitos vidros coloridos por meio de nanopartículas de ouro. Ou seja, acredia que os primeiros vidraceiros medievais foram os primeiros nanotecnólogos que conseguiram produzir cores com nanopartículas de ouro de diferentes tamanhos. Sendo assim energizadas pelo sol elas eram capazes de destruís poluentes do ar, como produtos orgânicos voláteis.

Essa técnica de produção de vitral gótico teve seu auge no século 13, estabelecendo a catedral de Chartres e Bourges como as mais importantes. Já no século 14, com o renascimento e também com o surgimento da construção da Basílica de São Pedro, esses vitrais acabaram caindo em desuso.

As composições de todos esses vitrais acabaram reaparecendo a partir de 1900, porém dessa vez estava ligado às pesquisas de pintura, bem ocmo as experiências de luz e também a cor do abstracionismo. À medida em que a luminosidade atravessava os vitrais, o interior desse ambiente era considerado sagrado, pois eram imagens reluzentes que transmitiam paz interior a quem estivesse no local.

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